BABA NAM KEVALAM

"Tudo é expressão da Consciência Universal"




domingo, 19 de julho de 2015


O NASCIMENTO DOS CHAPÉUS

São de palha os chapéus que a gente usa
Não! São de sonhos, são de uvas, são de 
ruas...

Às vezes protegem do sol, da chuva
Outras vezes escondem a alma que quer encontrar o seu outro par de luvas

Me toque com a pele das tuas mãos
Fortes, suaves, quentes, molhadas, ásperas
Desalgemando-nos dos chapéus que nasceram para mascarar nossos desejos.

Autores: Alexandre Klein, Ana Paula Stefanelo, Leonardo Marques e Mayra Papa.

Contexto: Cortiço dos loucos, chimarrão, bolachinha recheada,Engenheiros do Havaí, papel, canetas, lápis coloridos, Eduardo Galeano e passione.

domingo, 12 de julho de 2015




A palavra é o limite

Eu bem que queria a receita de um que não levasse clara e açúcar
Mas que fosse doce mesmo assim
Mas pra suspiro não tem técnica
É presente divino para os sensíveis
Suspiro pra dicionário é substantivo masculino
"Inspiração mais ou menos profunda e prolongada, seguida de expiração audível, motivada por incômodo físico ou psíquico ou por alívio, satisfação etc."
Procurei no google sim, e encontrei isso depois de passar dezenas de orientações de como fazer merengue
Ana pergunta:
- Será que é possível escrever um suspiro? Sabe aquele que vem da alma?
Na tentativa de descrever essa respiração repentina e espontânea, e só é suspiro se for na condição daquele desabafo de ar involuntário do espírito, esboço uma poesia...
Tentativa é tudo o que o poeta faz para escrever o que sente
A gente tenta fazer isso com arranjo bonito porque nenhuma estrofe bem escrita chega perto da lindeza das emoções que dançam no que somos
{É como se tentássemos apresentar a vocês a coreografia do que dança selvagemente dentro da gente}
Que nos fazem gente
Nos fazem vivos:
Suspiro de amor
de paixão
de dor aliviada
de dor querendo ir embora
querendo ser transformada
de alma sendo lapidada
Ai ai...
De suspiro não tenho certeza se bem escrevi
Acho que é porque a palavra tenta domar o sentimento dando forma ao som da voz
Como se tudo que sentimos se limitasse ao dito

terça-feira, 7 de julho de 2015




Poesia em Lua Minguante
Qual a logística das tuas sinapses nesse momento?
Porque já passa das duas da matina e um inço de fantasia com nome e sobrenome povoa meus pensamentos com dúvidas e certezas de quem tu és...
Uma coisa irritante, porém agradável, porém certo, porém incerto, porém...
Eu te pergunto:
- Tu és quem?
Indago sozinha na companhia das paredes, testemunhas da minha insônia há semanas
Mesmo assim insisto na crença de que o vento, o ar, o éter levam as mensagens que minha voz não pode alcançar
Caso não tenhas recebido o recado enviado, te digo em poema mesmo
Vou te oferecer duas alternativas para que não me chames de autoritária:
Ou desabita minha mente
Ou me ocupa com tua presença
Porque conviver com o fantasma da tua lembrança
Não da mais