BABA NAM KEVALAM

"Tudo é expressão da Consciência Universal"




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Todos os dias 

eu revisito esse lugar

E confesso que faço escondida, eu não gosto que me vejam
Eu tenho vergonha, vou te contar

Todos os dias eu revisito esse lugar
Como se ele tivesse importância

Todos os dias eu revisito esse lugar
Quase me certificando de que isso é loucura

E me pergunto, então:
O que faço nesse lugar...?
Que não me cabe
Que nunca soube, nem saberá, me dar as respostas que me devem.

Lugar de mentira
Lugar de frio na barriga
 dor de estômago, desconforto, náusea e confusão
Lugar que dói as fibras dos músculos da minha face
Que me entristece
Lugar que fez doer meu peito
De um jeito
Que nem sei explicar.

Todos os dias eu revisito esse lugar...
 na esperança de que me livrarei desse hábito, maldito, de me flagelar.

Eu olho um pouco além, e vejo que tudo isso
Tudo isso, sabe?!
Esses lugares...

São tão falsos, quanto particulares.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015





Receitinha de Bruxa 




Sim Salabim

Que para teus bons desejos 
A vida te diga sim
E floresça na tua alma um pé cheiroso de Jasmim
Abracadabra
Que teu caminho se abra
E tenha o colorido de
Asas de borboleta
Raios de sol
Beija flor faceiro
E um cantinho aconchegante 
Pra caber um amor forasteiro

domingo, 13 de dezembro de 2015

NO FOCO





Enquadro o que eu quiser apreender
Mas eu consigo prender só tua aparência
Te imortalizo na imagem
O problema é que não há nada mais morto do que uma visão imortal
Vivo mesmo, é o movimento
Que consigo capturar um breve instante
Que não tem teu cheiro, tua temperatura, teu tempero
Que não tem tua vida
Por essa graça que vejo em te ver vivo
Não te prendo
Nem mesmo em uma fotografia

sábado, 17 de outubro de 2015





A previsão da Cigana que leu suas mãos


Não são as suas leitor

São as próprias mãos do arquétipo feminino (dançante, festiva, alegre, forte, amorosa e doce... mulher)

A cigana de olhos expressivos se enxergou nos espelhos do seu corpo

Leu estrelas nas palmas de suas mãos

Surpreendentemente seu livro de vidas passadas não saiu do mistério

E a consciência disse: o Mistério sempre foi o guardião mais fiel do segredos que não devem ser revelados

- Mas ciganas gostam de ver o futuro...

E ela viu... tudo mais claro quando decidiu que a vida vai ser regida de AMOR e GRATIDÃO 

Por mérito de decidir assim, também ouviu: 

- Espera que a graça já vem em passarinho te beijar flor!



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sobre eu, nós e nossos cavalos

Já me basta ter enfrentado o sofrimento de nascer
Para viver quero conforto
Se houver frio, aquecimento
Se houver calor, todas as possibilidades de me refrescar
Ah! Quero também comida boa, daquelas com sabores bem marcantes
Assim como as paixões
Quero prazeres, gargalhadas, saciedade de todas as faltas
Reconhecimento por tudo que faço, não ser contrariado
E... assim me sinto tão... mas ainda insatisfeito
Parece que há uma exigência de querer sempre mais...
Mais e mais e mais
O estranho é quando bate o vazio
Dez cavalos em disparada?
Às vezes me parecem 10 mil...
Correm, correm, correm atrás das ilusões movidos pela intensidade
Mas de repente, há um cansaço
Começam a diminuir o ritmo
Eu que sou dona, mas nem sempre os comando
Observo uma multidão de cavalos perdidos e de pessoas (algumas desesperadas, outras convictas... mas todas de alguma forma me parecem vazias de algo)
Então, sento acompanhada da multidão de cavalos e me pergunto: o que estamos fazendo aqui?



OBS: Essa poesia foi feita especialmente para um trabalho do Curso de Yoga em 2014. 
Para o Yoga, a mente tem camadas, uma delas é a camada consciente - a camada do Desejo. Para isso comparam que nossos desejos são disparados pelos membros sensoriais e motores como se fossem dez cavalos em disparada. Na novela Caminho das Índias tem uma passagem que o personagem do Lima Duarte diz que os desejos são como cavalos selvagens, a carruagem somos nós e a mente é o cocheiro. Indicação de livro: Meditação e os segredos da Mente - Avadhútika Ánandamitra Ácarya - Editora Ananda Marga.



Attraversiamo Tutto

É, estamos atravessando os mundos

Quando não juntos, sozinhos,
Atravessamos cidades,
Atravessamos praças
Mais do que isso...
Atravessamos da sanidade à loucura
E da loucura à sanidade
Quem sabe descobrindo que não ocupam
Lugares distintos?
Talvez desafiamos a lei que de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo.
Mas, mente não é corpo! Mente não é corpo?
De qualquer forma essa descoberta não é tão nova
Muito menos tão nossa.

Estamos atravessando a residência
Uma casa de vivências
Compartilhamos , ideias, comida, bebida e muito chimarrão.
Compartilhamos conflitos e lutas
De R1 para R2
Quantas palavras cabem nesses Rs?
Ruptura, rasura, rompimento, resiliência, ressaca, remada, rótulo, rabo quente, rua, resmungos, romantismo, ralador, ralação, rolar, roncar, rir, roubos, rombos...
R de resumir
Não nos resumimos ao R, nem a palavras, nem aos dois anos
Continuaremos a atravessar
Assim desejo!
Que tenhamos pernas e mentes
Caminhos, lugares, ruas e a
Capacidade de inventar quando não tivermos o necessário
E coragem para atravessarmos
Mesmo que seja no escuro
Andiamo, attraversiamo tutto e sempre.


OBS: essa foi feita com muito carinho, na companhia de Carine Baldicera e Carine Dalan durante um seminário integrado da RIS - GHC. A escolha da palavra Attraversiamo tem tudo a ver com o livro Comer, Rezar, Amar... em que a autora conta sua história e a escolha dessa palavra como símbolo de sua forma de viver. 

Princesa da Paz

Tenho alma de anjo
 Asas de borboleta
Face de fada
 Signo de Peixes
Meu coração uma lua nova transbordando água
Mas sou mesmo menina mulher
Minha presença é suave e forte
Me deram o nome Ingrid
Em latim: princesa da paz
 Essa sou na pureza do meu sagrado feminino
Semente que agora desabrocha em flor!

OBS: feita com muito carinho para Ingrid Lisbôa.