BABA NAM KEVALAM

"Tudo é expressão da Consciência Universal"




terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



“Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação duvidosa da vida, mas a poesia inexplicável da vida.”
Carlos Drummond de Andrade 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Banco da Honra




Bancos são depósitos de histórias sentadas
Se aqui se assentaram choros ou risadas
Já não importa
Os restos de tintas raspados de faca
Insistem em ficar na memória
Indigestos gestos, cores, cheiros e sobras
Molho minha língua na cachaça
Fedendo a cigarro
Tua presença me invade
Parece tão caro que eu não consigo pagar
E eu quero
Te quero bancar



Inspiração no banquinho do antigo bar de meu avô Nandico Brum, situado na localidade de Campo da Honra em Tavares. Participação mais que especial na poesia de Lico Silveira. Registro no banco: senta tua alma no conforto do amor que guia as estrelas do céu e do mar.

Areias do Tempo


NA PRAIA FANTASMA

TIVE LEMBRANÇAS DE ATLANTA

ME RESOLVI INDAGAR AS AREIAS DO TEMPO

- DIGA-ME, POR FAVOR, QUAIS SÃO TEUS SEGREDOS?

SUSSURRANDO NOS MEUS OLHOS, COM OS OUVIDOS ESCUTEI ALGO ASSIM:

- GUARDO OS SEGREDOS DOS TRÊS TEMPOS, PASSADO, PRESENTE E FUTURO. COMIGO PERMANECERÃO. O QUE POSSO TE ACONSELHAR É QUE NÃO CAVUQUES O QUE PASSOU, NÃO SE PERCA NA IMAGINAÇÃO DO QUE AINDA NÃO FOI, MAS SIM DESFRUTE O QUE É, O QUE ESTÁ SENDO NESSE MOMENTO, NESSE TEMPO PRESENTE.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Afetos Canibais






E por que não amores canibais?

Tenho minhas dúvidas de que o amor sinta necessidade de carne pra se alimentar...

Sobre as peles, os cheiros, os temperos, o suor, as texturas, uma declaração à beira mar com um osso de baleia na mão:

- Quero roer até teus ossos... nada em ti deve ser desperdiçado!

Logo após, afetado se some o afeto que como as marcas de dentes, desaparecem com o tempo.

FIM.

............



A vida tece redes invisíveis

Somos peixinhos e cavalos marinhos mergulhados
No mar do acaso (semi) destinado
Libertados são os seres marítimos
Que não se debatem nos fios que parecem lhe aprisionar
Mas assumem a escolha de tecer seu próprio mar-caminho
Caminho - mar
Caminhar
- Mas peixes não têm pés!
- Então, crie-os, aproveite e crie asas também!

Título ao fim: Os peixes mutantes

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mira Ira

A história do nome da gente sempre tem algum significado. A escolha do meu nome teve um envolvimento místico para minha mãe. E olha, ela acertou, porque adoro meu nome.
Mas, até escolher Mayra, passou pela sua cabeça em me colocar um dos nomes das pirâmides do Egito.
Bom, até que ela escutou a música Mira Ira interpretada pelo grupo Raíces de América no Festival de MPB de 1985, e no refrão ela pensou: "O nome dela vai ser Mayra, se for menina!"
Abaixo vai a música, que tem tantos significados com os quais me identifico.
A música é linda, assim como esta índia que representa a admiração que tenho pelos nativos e ilustra perfeitamente o valor de Mira Ira*!




Mira num olhar

Um riacho, cacho de nuvem

No azul do céu a rolar...

Mira Ira, raça tupi,

Matas, florestas, Brasil.

Mira vento, sopra continente,

Nossa América servil,

Mira vento, sopra continente,

Nossa América servil...

Mira num olhar,

Um riacho, cacho de nuvem

No azul do céu a rolar...

Mira ouro, azul ao mar,

Fonte, forte de esperança,

Mira sol, canção, tempestade, ilusão,

Mira sol, canção, tempestade,

Ilusão...

Mira num olhar

Verso frágil tecido em fuzil,

Mescla morena,

Canela, cachaça, bela raça, Brasil.

Anana ira,

Mira ira anana tupi

Anana ira, anana ira

Mira Ira


  
Lula Barbosa e Vanderlei de Castro

*Mira Ira é o nome de uma tribo tupi guarani.


MAYRA 

sábado, 16 de outubro de 2010

O momento furacão




Pra quê serve um furacão?


Tira as coisas do lugar... o vento passa e deixa ficar só aquilo que é forte. Caso contrário, o movimento do ar arrasta, levanta, faz subir, descer e rodar...


Olha só! Depois do furacão, sobrou a bagunça... coisas quebradas, desmanchadas, e mesmo assim, restou vida naquele espaço.


Eu nunca vi um furacão de perto, só na TV. Mas, já senti um furacão por dentro... um furacão que passa pelo estômago, pelo peito, pela cabeça... movimentando energia. Às vezes movimenta energia boa e às vezes energia ruim (ou as duas, de uma forma simultânea e impressionante).


Esse furacão que começa sombolicamente dentro de alguém, pode crescer e movimentar a vida de outras pessoas também. Pessoas já me provocaram furacões e eu já levei rajadas de vento à vida de outras pessoas... nem tudo é brisa!


Hum... acho que eu sei pra quê serve um furacão: para levar embora o que a natureza rejeita, para ficar o que é forte, o que é saudável e verdadeiro.


Mayra