BABA NAM KEVALAM

"Tudo é expressão da Consciência Universal"




quinta-feira, 27 de agosto de 2015


Eu (nós) e laços

Descobri na minha individualidade
A presença do coletivo
Sou mistura de etnias
Construção social histórica
Sou meus e minhas ancestrais vivos e vivas 
Sou o resultado dos encontros com meus amigos e minhas amigas
Companheiros e companheiras
Sou mulher, fruto do ventre de outras mulheres
Que aqui estiveram antes
Sou uma unidade que se constitui de pluralidades

domingo, 19 de julho de 2015


O NASCIMENTO DOS CHAPÉUS

São de palha os chapéus que a gente usa
Não! São de sonhos, são de uvas, são de 
ruas...

Às vezes protegem do sol, da chuva
Outras vezes escondem a alma que quer encontrar o seu outro par de luvas

Me toque com a pele das tuas mãos
Fortes, suaves, quentes, molhadas, ásperas
Desalgemando-nos dos chapéus que nasceram para mascarar nossos desejos.

Autores: Alexandre Klein, Ana Paula Stefanelo, Leonardo Marques e Mayra Papa.

Contexto: Cortiço dos loucos, chimarrão, bolachinha recheada,Engenheiros do Havaí, papel, canetas, lápis coloridos, Eduardo Galeano e passione.

domingo, 12 de julho de 2015




A palavra é o limite

Eu bem que queria a receita de um que não levasse clara e açúcar
Mas que fosse doce mesmo assim
Mas pra suspiro não tem técnica
É presente divino para os sensíveis
Suspiro pra dicionário é substantivo masculino
"Inspiração mais ou menos profunda e prolongada, seguida de expiração audível, motivada por incômodo físico ou psíquico ou por alívio, satisfação etc."
Procurei no google sim, e encontrei isso depois de passar dezenas de orientações de como fazer merengue
Ana pergunta:
- Será que é possível escrever um suspiro? Sabe aquele que vem da alma?
Na tentativa de descrever essa respiração repentina e espontânea, e só é suspiro se for na condição daquele desabafo de ar involuntário do espírito, esboço uma poesia...
Tentativa é tudo o que o poeta faz para escrever o que sente
A gente tenta fazer isso com arranjo bonito porque nenhuma estrofe bem escrita chega perto da lindeza das emoções que dançam no que somos
{É como se tentássemos apresentar a vocês a coreografia do que dança selvagemente dentro da gente}
Que nos fazem gente
Nos fazem vivos:
Suspiro de amor
de paixão
de dor aliviada
de dor querendo ir embora
querendo ser transformada
de alma sendo lapidada
Ai ai...
De suspiro não tenho certeza se bem escrevi
Acho que é porque a palavra tenta domar o sentimento dando forma ao som da voz
Como se tudo que sentimos se limitasse ao dito

terça-feira, 7 de julho de 2015




Poesia em Lua Minguante
Qual a logística das tuas sinapses nesse momento?
Porque já passa das duas da matina e um inço de fantasia com nome e sobrenome povoa meus pensamentos com dúvidas e certezas de quem tu és...
Uma coisa irritante, porém agradável, porém certo, porém incerto, porém...
Eu te pergunto:
- Tu és quem?
Indago sozinha na companhia das paredes, testemunhas da minha insônia há semanas
Mesmo assim insisto na crença de que o vento, o ar, o éter levam as mensagens que minha voz não pode alcançar
Caso não tenhas recebido o recado enviado, te digo em poema mesmo
Vou te oferecer duas alternativas para que não me chames de autoritária:
Ou desabita minha mente
Ou me ocupa com tua presença
Porque conviver com o fantasma da tua lembrança
Não da mais

quarta-feira, 11 de março de 2015

Eu - Jardim e Água



Eu gosto de jardins...
Os jardins têm sua beleza
Que vem das flores, das folhas
Gosto também dos jardins que têm lagos

Na casa de minha avó
Tem um jardim
Quando chovia
Eu gostava de ficar olhando ver
Se formar poças de água
Poças de água que me lembravam uma coisa boa

Também gosto de água
Do mar, da chuva, de cachoeiras

Quando eu era criança
Ao tomar banho
Eu cruzava os braços e deixava a água correr
Eles ficavam de uma forma semelhante a pedras
E eu me imaginava como se fosse parte de uma cascata
Com uma represa de abraço no meio do peito
Sim!
Transbordava água quente do meu coração!

P.S.: Poesia feita em oficina de fanzine durante a residência no GHC (ano de 2012).


sexta-feira, 6 de março de 2015

Os cabeludos é que são bruxos


Enquanto isso...
Lembro dos meus amigos cabeludos...
Não basta ser cabeludo, eles também são barbudos
Essa gente de cabelo liso, ondulado, crespo, amarrado, solto, enredado pra rasta... mas nunca pintado
Eles não usam tinta, só na cara pra brincar de palhaçaria... de alegria
Se eu fosse bruxa, de verdade... e eles quisessem, eu fazia uma conexão com cada fio de seus cabelos a uma estrela
Faria essa conexão, mesmo com os cabelos que nascem e os que caem, que morrem
A gente não sabe, às vezes até esquece, mas até as estrelas morrem
Elas têm fim...
Para que outras possam nascer...
E se por acaso meninos, algum de vocês se entristecesse com a morte, seja dos fios que se despedem de suas cabeças ou das estrelas que se apagam...
Eu diria que nada é capaz de superar a vida
Nem a morte!
A morte é serva da vida!
Vida essa que não quer tesouras... vamos enxotar os cortes...
Por mais laços, nós, enredos, ondulações, lisuras, até as lisuras ...
Bom, o negócio é o seguinte: 
Seus filhos de Merlin, criaturas de longas antenas cabeludas e barbas por fazer...
Estou com saudade de todos vocês!

segunda-feira, 2 de março de 2015

O PRESENTE DO VAZIO



Uma garrafa preta: aqui jaz uma cerveja

Vista como algo vazio...

Te dou o nome de Buraco Negro!

O vidro pequeno se tornou o portal

Espaço para criação

- Mas não sou somente criatura?

Muito além!

Mesmo que ilusoriamente pequeno, há um espaço além da calçada que podes circular...

- E se me atropelam?

Deixa de bobagem... estás aprendendo a andar!

Aqui de presente tens uma garrafa

Nela o que crias ou silencias

São pistas e possibilidades de (re) conhecer teu (uni)verso.