BABA NAM KEVALAM

"Tudo é expressão da Consciência Universal"




quarta-feira, 11 de março de 2015

Eu - Jardim e Água



Eu gosto de jardins...
Os jardins têm sua beleza
Que vem das flores, das folhas
Gosto também dos jardins que têm lagos

Na casa de minha avó
Tem um jardim
Quando chovia
Eu gostava de ficar olhando ver
Se formar poças de água
Poças de água que me lembravam uma coisa boa

Também gosto de água
Do mar, da chuva, de cachoeiras

Quando eu era criança
Ao tomar banho
Eu cruzava os braços e deixava a água correr
Eles ficavam de uma forma semelhante a pedras
E eu me imaginava como se fosse parte de uma cascata
Com uma represa de abraço no meio do peito
Sim!
Transbordava água quente do meu coração!

P.S.: Poesia feita em oficina de fanzine durante a residência no GHC (ano de 2012).


sexta-feira, 6 de março de 2015

Os cabeludos é que são bruxos


Enquanto isso...
Lembro dos meus amigos cabeludos...
Não basta ser cabeludo, eles também são barbudos
Essa gente de cabelo liso, ondulado, crespo, amarrado, solto, enredado pra rasta... mas nunca pintado
Eles não usam tinta, só na cara pra brincar de palhaçaria... de alegria
Se eu fosse bruxa, de verdade... e eles quisessem, eu fazia uma conexão com cada fio de seus cabelos a uma estrela
Faria essa conexão, mesmo com os cabelos que nascem e os que caem, que morrem
A gente não sabe, às vezes até esquece, mas até as estrelas morrem
Elas têm fim...
Para que outras possam nascer...
E se por acaso meninos, algum de vocês se entristecesse com a morte, seja dos fios que se despedem de suas cabeças ou das estrelas que se apagam...
Eu diria que nada é capaz de superar a vida
Nem a morte!
A morte é serva da vida!
Vida essa que não quer tesouras... vamos enxotar os cortes...
Por mais laços, nós, enredos, ondulações, lisuras, até as lisuras ...
Bom, o negócio é o seguinte: 
Seus filhos de Merlin, criaturas de longas antenas cabeludas e barbas por fazer...
Estou com saudade de todos vocês!

segunda-feira, 2 de março de 2015

O PRESENTE DO VAZIO



Uma garrafa preta: aqui jaz uma cerveja

Vista como algo vazio...

Te dou o nome de Buraco Negro!

O vidro pequeno se tornou o portal

Espaço para criação

- Mas não sou somente criatura?

Muito além!

Mesmo que ilusoriamente pequeno, há um espaço além da calçada que podes circular...

- E se me atropelam?

Deixa de bobagem... estás aprendendo a andar!

Aqui de presente tens uma garrafa

Nela o que crias ou silencias

São pistas e possibilidades de (re) conhecer teu (uni)verso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



“Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação duvidosa da vida, mas a poesia inexplicável da vida.”
Carlos Drummond de Andrade 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Banco da Honra




Bancos são depósitos de histórias sentadas
Se aqui se assentaram choros ou risadas
Já não importa
Os restos de tintas raspados de faca
Insistem em ficar na memória
Indigestos gestos, cores, cheiros e sobras
Molho minha língua na cachaça
Fedendo a cigarro
Tua presença me invade
Parece tão caro que eu não consigo pagar
E eu quero
Te quero bancar



Inspiração no banquinho do antigo bar de meu avô Nandico Brum, situado na localidade de Campo da Honra em Tavares. Participação mais que especial na poesia de Lico Silveira. Registro no banco: senta tua alma no conforto do amor que guia as estrelas do céu e do mar.

Areias do Tempo


NA PRAIA FANTASMA

TIVE LEMBRANÇAS DE ATLANTA

ME RESOLVI INDAGAR AS AREIAS DO TEMPO

- DIGA-ME, POR FAVOR, QUAIS SÃO TEUS SEGREDOS?

SUSSURRANDO NOS MEUS OLHOS, COM OS OUVIDOS ESCUTEI ALGO ASSIM:

- GUARDO OS SEGREDOS DOS TRÊS TEMPOS, PASSADO, PRESENTE E FUTURO. COMIGO PERMANECERÃO. O QUE POSSO TE ACONSELHAR É QUE NÃO CAVUQUES O QUE PASSOU, NÃO SE PERCA NA IMAGINAÇÃO DO QUE AINDA NÃO FOI, MAS SIM DESFRUTE O QUE É, O QUE ESTÁ SENDO NESSE MOMENTO, NESSE TEMPO PRESENTE.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Afetos Canibais






E por que não amores canibais?

Tenho minhas dúvidas de que o amor sinta necessidade de carne pra se alimentar...

Sobre as peles, os cheiros, os temperos, o suor, as texturas, uma declaração à beira mar com um osso de baleia na mão:

- Quero roer até teus ossos... nada em ti deve ser desperdiçado!

Logo após, afetado se some o afeto que como as marcas de dentes, desaparecem com o tempo.

FIM.