Cada ser - um universo, constituído de diferentes histórias, e que vive a se (re) criar ao interagir com tantos outros. Aqui expresso um pouco do meu universo: coisas que sinto e penso.
BABA NAM KEVALAM
"Tudo é expressão da Consciência Universal"
domingo, 13 de dezembro de 2015
NO FOCO
Enquadro o que eu quiser apreender
Mas eu consigo prender só tua aparência
Te imortalizo na imagem
O problema é que não há nada mais morto do que uma visão imortal
Vivo mesmo, é o movimento
Que consigo capturar um breve instante
Que não tem teu cheiro, tua temperatura, teu tempero
Que não tem tua vida
Por essa graça que vejo em te ver vivo
Não te prendo
Nem mesmo em uma fotografia
sábado, 17 de outubro de 2015
A previsão da Cigana que leu suas mãos
Não são as suas leitor
São as próprias mãos do arquétipo feminino (dançante, festiva, alegre, forte, amorosa e doce... mulher)
A cigana de olhos expressivos se enxergou nos espelhos do seu corpo
Leu estrelas nas palmas de suas mãos
Surpreendentemente seu livro de vidas passadas não saiu do mistério
E a consciência disse: o Mistério sempre foi o guardião mais fiel do segredos que não devem ser revelados
- Mas ciganas gostam de ver o futuro...
E ela viu... tudo mais claro quando decidiu que a vida vai ser regida de AMOR e GRATIDÃO
Por mérito de decidir assim, também ouviu:
- Espera que a graça já vem em passarinho te beijar flor!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Sobre eu, nós e nossos cavalos
Já me basta ter enfrentado o sofrimento de nascer
Para viver quero conforto
Se houver frio, aquecimento
Se houver calor, todas as possibilidades de me
refrescar
Ah! Quero também comida boa, daquelas com sabores
bem marcantes
Assim como as paixões
Quero prazeres, gargalhadas, saciedade de todas as
faltas
Reconhecimento por tudo que faço, não ser
contrariado
E... assim me sinto tão... mas ainda insatisfeito
Parece que há uma exigência de querer sempre
mais...
Mais e mais e mais
O estranho é quando bate o vazio
Dez cavalos em disparada?
Às vezes me parecem 10 mil...
Correm, correm, correm atrás das ilusões movidos
pela intensidade
Mas de repente, há um cansaço
Começam a diminuir o ritmo
Eu que sou dona, mas nem sempre os comando
Observo uma multidão de cavalos perdidos e de
pessoas (algumas desesperadas, outras convictas... mas todas de alguma forma me
parecem vazias de algo)
Então, sento acompanhada da multidão de cavalos e
me pergunto: o que estamos fazendo aqui?
OBS: Essa poesia foi feita especialmente para um trabalho do Curso de Yoga em 2014.
Para o Yoga, a mente tem camadas, uma delas é a camada consciente - a camada do Desejo. Para isso comparam que nossos desejos são disparados pelos membros sensoriais e motores como se fossem dez cavalos em disparada. Na novela Caminho das Índias tem uma passagem que o personagem do Lima Duarte diz que os desejos são como cavalos selvagens, a carruagem somos nós e a mente é o cocheiro. Indicação de livro: Meditação e os segredos da Mente - Avadhútika Ánandamitra Ácarya - Editora Ananda Marga.
Attraversiamo Tutto
É, estamos atravessando os mundos
Quando não juntos, sozinhos,
Atravessamos cidades,
Atravessamos praças
Mais do que isso...
Atravessamos da sanidade à loucura
E da loucura à sanidade
Quem sabe descobrindo que não ocupam
Lugares distintos?
Talvez desafiamos a lei que de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo.
Mas, mente não é corpo! Mente não é corpo?
De qualquer forma essa descoberta não é tão nova
Muito menos tão nossa.
Estamos atravessando a residência
Uma casa de vivências
Compartilhamos , ideias, comida, bebida e muito chimarrão.
Compartilhamos conflitos e lutas
De R1 para R2
Quantas palavras cabem nesses Rs?
Ruptura, rasura, rompimento, resiliência, ressaca, remada, rótulo, rabo quente, rua, resmungos, romantismo, ralador, ralação, rolar, roncar, rir, roubos, rombos...
R de resumir
Não nos resumimos ao R, nem a palavras, nem aos dois anos
Continuaremos a atravessar
Assim desejo!
Que tenhamos pernas e mentes
Caminhos, lugares, ruas e a
Capacidade de inventar quando não tivermos o necessário
E coragem para atravessarmos
Mesmo que seja no escuro
Andiamo, attraversiamo tutto e sempre.
OBS: essa foi feita com muito carinho, na companhia de Carine Baldicera e Carine Dalan durante um seminário integrado da RIS - GHC. A escolha da palavra Attraversiamo tem tudo a ver com o livro Comer, Rezar, Amar... em que a autora conta sua história e a escolha dessa palavra como símbolo de sua forma de viver.
É, estamos atravessando os mundos
Quando não juntos, sozinhos,
Atravessamos cidades,
Atravessamos praças
Mais do que isso...
Atravessamos da sanidade à loucura
E da loucura à sanidade
Quem sabe descobrindo que não ocupam
Lugares distintos?
Talvez desafiamos a lei que de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo.
Mas, mente não é corpo! Mente não é corpo?
De qualquer forma essa descoberta não é tão nova
Muito menos tão nossa.
Estamos atravessando a residência
Uma casa de vivências
Compartilhamos , ideias, comida, bebida e muito chimarrão.
Compartilhamos conflitos e lutas
De R1 para R2
Quantas palavras cabem nesses Rs?
Ruptura, rasura, rompimento, resiliência, ressaca, remada, rótulo, rabo quente, rua, resmungos, romantismo, ralador, ralação, rolar, roncar, rir, roubos, rombos...
R de resumir
Não nos resumimos ao R, nem a palavras, nem aos dois anos
Continuaremos a atravessar
Assim desejo!
Que tenhamos pernas e mentes
Caminhos, lugares, ruas e a
Capacidade de inventar quando não tivermos o necessário
E coragem para atravessarmos
Mesmo que seja no escuro
Andiamo, attraversiamo tutto e sempre.
OBS: essa foi feita com muito carinho, na companhia de Carine Baldicera e Carine Dalan durante um seminário integrado da RIS - GHC. A escolha da palavra Attraversiamo tem tudo a ver com o livro Comer, Rezar, Amar... em que a autora conta sua história e a escolha dessa palavra como símbolo de sua forma de viver.
Princesa da Paz
Tenho alma de anjo
Asas de borboleta
Face de fada
Signo de Peixes
Meu
coração uma lua nova transbordando água
Mas sou mesmo menina mulher
Minha
presença é suave e forte
Me deram o nome Ingrid
Em latim: princesa da paz
Essa sou na pureza do meu sagrado feminino
Semente que agora desabrocha em
flor!
OBS: feita com muito carinho para Ingrid Lisbôa.
CANTO DE ALEGRIA DO XAMÃ
Em noite estrelada
Olho para o Cruzeiro do Sul
E sonho por instantes com um índio dançando e cantando sua alegria
Se não eras tu Sepé Tiaraju
Deveria ser um Xamã curandeiro
Forte, alegre e guerreiro
Em ousadia, acordo do sonho
E bordo sua alegria em mandala
Azul, rosa e amarelo
OBS: especialmente para Tiaraju G. C. Brum, meu primo estimado.
Eu (nós) e laços
Descobri na minha individualidade
A presença do coletivo
Sou mistura de etnias
Construção social histórica
Sou meus e minhas ancestrais vivos e vivas
Sou o resultado dos encontros com meus amigos e minhas amigas
Companheiros e companheiras
Sou mulher, fruto do ventre de outras mulheres
Que aqui estiveram antes
Sou uma unidade que se constitui de pluralidades
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